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Morre o cantor e compositor Donizete Jacob, autor de “Deixe Estar”

Morreu na madrugada desta terça-feira (5), aos 67 anos, o cantor e compositor Donizete Jacob. Ele foi velado na cidade de Goiás e sepultado em Córrego do Ouro, município localizado a cerca de 95 quilômetros da antiga capital. Familiares, amigos e fãs lamentaram a perda do artista.

Como legado, Donizete deixou o álbum “Linguagem de Natos”, lançado em 1998, que reúne músicas como “Azul”, “Deixe Estar” e uma interpretação do sucesso “Monte Castelo”, da banda Legião Urbana. As canções do disco foram amplamente executadas em rádios locais, de Goiânia e até em emissoras de outros estados.

De acordo com o amigo e também músico Maurício Vilas Boas, Donizete Jacob era apaixonado pela música e tinha sensibilidade para transformar sons do cotidiano em melodia. “Ele era fã de Raul Seixas, Beatles, Elvis Presley, Legião Urbana e, com sua sensibilidade artística, era capaz de tocar as pessoas”, recorda.

Donizete e Maurício se conheceram na década de 1980, em bares como Tô Tontim, Jacaré e Butekão, onde se apresentavam. Na metade da década, decidiram tentar a sorte em Goiânia, com poucos recursos e muita determinação.

“Em Goiânia, não conseguimos espaço para tocar. Foi quando Donizete teve a ideia de irmos para Pires do Rio. Fomos com o dinheiro de uma diária de hotel e um lanche, mas, na mesma noite, conseguimos shows e passamos a tocar na cidade e na região por cerca de quatro meses”, relembra.

De volta à cidade de Goiás, no fim dos anos 1990, Donizete gravou o primeiro e único álbum da carreira. “Ele vendeu a própria casa para gravar o disco, que até hoje impressiona pela qualidade das canções. Certa vez, eu estava no Rio de Janeiro ouvindo rádio e tocou a música “Azul”, conta, emocionado, Vilas Boas.

O CD foi gravado no Rio de Janeiro e produzido por Ricardo Leão, no Estúdio Fibra. Entre os músicos participantes, estava o violonista Luiz Chaffin, que frequentemente se apresenta ao lado de artistas como Maria Eugênia e Pádua.

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