O calor intenso tem marcado as tardes de agosto na Cidade de Goiás. Porém, as altas temperaturas registradas na última segunda-feira (10) surpreenderam os moradores. A antiga Vila Boa virou pauta nos principais veículos de comunicação do estado, não por suas belezas e tradições, mas por ter sido o município mais quente do Brasil, com temperatura acima dos 40°C.
De acordo com informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a Cidade de Goiás registrou 41,4°C, a maior temperatura do país naquele dia. Com o calor extremo associado à queda acentuada da umidade relativa do ar, o estado enfrentou um dos dias mais críticos do ano, com índices de umidade se aproximando do nível de alerta de 12%.
As previsões de chuva, por enquanto, não são animadoras. Segundo o Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas do Estado de Goiás (Cimehgo), as próximas semanas continuarão quentes.
“No final de agosto, uma frente fria deverá se aproximar do estado, mas as chuvas chegarão mais às regiões do Sul de Goiás”, explica o gerente do Cimehgo, André Amorim.
Cuidados com a saúde
Enquanto as chuvas não chegam e as altas temperaturas persistem, os cuidados com a saúde devem ser redobrados. De acordo com o médico Henrique Castro, uma das medidas mais importantes neste período é manter uma boa hidratação.
“Beba água ao longo do dia, sem esperar sentir sede. Uma forma prática de acompanhar a hidratação é observar a cor da urina. De maneira geral, uma urina mais clara sugere uma hidratação adequada, enquanto uma urina mais escura e concentrada pode indicar a necessidade de aumentar a ingestão de líquidos”, explica.
O médico orienta ainda evitar a exposição prolongada ao sol, principalmente nos horários de maior calor.
“O excesso de calor pode causar desidratação, exaustão e, em situações mais graves, hipertermia e insolação”, alerta.
Ao precisar sair, a recomendação é procurar, sempre que possível, locais com sombra e ambientes mais frescos.
“Ao sair, utilize roupas leves, proteja a pele, use chapéu ou boné, óculos de sol e protetor solar. O tempo seco também merece atenção por causa das doenças respiratórias. Quem trabalha ou pratica atividades físicas ao ar livre deve evitar a exposição nos horários mais quentes, fazer pausas frequentes em locais mais frescos e reforçar a hidratação”, orienta.
Henrique Castro ressalta ainda que a baixa umidade pode irritar as vias aéreas e agravar os sintomas de pessoas com rinite, asma e bronquite.
“Nesses casos, é importante manter o tratamento prescrito pelos médicos e evitar poeira e fumaça, principalmente a exposição à fumaça de queimadas, que são comuns nesta época.”
Atenção aos sinais de alerta
O médico chama atenção especialmente para crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas, que estão entre os grupos mais vulneráveis aos efeitos das altas temperaturas.
“É preciso ficar atento aos sinais de alerta, como tontura, dor de cabeça, fraqueza intensa, confusão mental, desmaios e vômitos. Nesses casos, é importante interromper a exposição ao calor, procurar um local fresco e buscar atendimento médico”, alerta Henrique Castro.



