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Reunião com reitoria do IFG define a recomposição de uma vaga para o quadro docente do curso de Artes Visuais e um concurso para novas vagas que deverá acontecer em breve. A direção local se manifestou. Veja nota

Após manifestações em relação à distribuição de vagas para professores, ocorreu uma reunião na última quarta-feira (22), com a reitoria do IFG e integrantes da gestão do câmpus Goiás. A coordenação de curso do eixo tecnológico de Produção Cultural e Design e do colegiado do curso de Licenciatura em Artes Visuais, além de estudantes, também estavam presentes.

No encontro, a reitoria do IFG definiu a recomposição de uma vaga para o quadro docente do curso de Artes Visuais e prometeu concurso para novas vagas em breve. A medida não foi vista como ideal pelos manifestantes, mas a possível para o momento.

Nas últimas semanas, a distribuição de vagas para professores do Instituto Federal de Goiás (IFG) foi motivo de protestos e manifestações de professores, alunos, artistas e outras camadas da sociedade. O motivo, de acordo com fontes ouvidas pela rádio, foi a decisão da diretoria em ocupar novas vagas para professores em cursos voltados à tecnologia e informática.

O principal ponto de crítica dos manifestantes era que duas vagas pertencentes ao curso de Artes Visuais estão sendo mantidas com professores substitutos, aguardando a abertura de concurso para docentes efetivos. A decisão, segundo as fontes, teria sido tomada de forma unilateral e com o intuito de precarizar o ensino do curso.

Sobre o assunto, a Rádio Nova Fogaréu procurou a reitora do IFG, que reafirmou a autonomia administrativa dos câmpus e assegurou que a preocupação da Reitoria é com a eficiência acadêmica da instituição. Ela ainda reiterou a confiança na gestão do Câmpus Cidade de Goiás, na pessoa do diretor-geral, Stênio Gonçalves de Oliveira.

Por meio de nota, o diretor-geral do Câmpus Goiás, Stênio Oliveira, explicou que não houve decisão autocrática, unilateral ou autoritária da Diretoria-Geral quanto ao fechamento de cursos.

“O que existe é uma discussão institucional sobre oferta, permanência, procura, êxito acadêmico e possibilidades futuras de reorganização”, diz a nota.

O diretor, no documento, também diz que não procede a interpretação de que a Diretoria tenha retirado, de modo arbitrário, vagas de professores do curso.

“A decisão sobre a destinação de códigos de vaga foi tomada a partir de um conjunto de fatores: demanda social, histórico de discussões internas, indicadores do curso e dever de responsabilidade no uso de recursos públicos.”

Em outra parte da nota, ele explica que a destinação de parte das vagas de professores para o campo da tecnologia e da informática foi pensada como estratégia institucional voltada ao fortalecimento de áreas consideradas promissoras para a realidade do campus e da região.

Foto: Vision – Produções Digitais

Confira a nota oficial na íntegra do IFG:

O Instituto Federal de Goiás – campus Cidade de Goiás esclarece à comunidade interna e externa que não houve decisão autocrática, unilateral ou autoritária da Diretoria-Geral quanto ao fechamento de cursos. As decisões administrativas recentemente divulgadas foram tomadas com base em documentos institucionais, discussões já existentes no campus, dados acadêmicos e responsabilidade na gestão pública.

O debate sobre o futuro da Licenciatura em Artes Visuais não surgiu de forma repentina, mas já vinha sendo realizado no próprio âmbito do curso, pelos professores, inclusive com reflexões internas sobre continuidade da existência do curso, reformulação e possibilidade de novas alternativas acadêmicas.

Também é necessário esclarecer que não houve determinação de fechamento imediato de curso algum. O que existe é uma discussão institucional sobre oferta, permanência, procura, êxito acadêmico e possibilidades futuras de reorganização.

Na ata do Colegiado da Licenciatura em Artes Visuais consta, inclusive, que o próprio colegiado vinha debatendo, ao longo de 2025, o futuro do curso, diante da baixa procura e da necessidade de avaliar alternativas para os períodos seguintes. Isso demonstra que o tema já estava colocado no espaço institucional de debate e reflexão acadêmica. Da mesma forma, não procede a interpretação de que a Diretoria tenha retirado, de modo arbitrário, vagas de professores do curso. A decisão sobre a destinação de códigos de vaga foi tomada a partir de um conjunto de fatores: demanda social, histórico de discussões internas, indicadores do curso e dever de responsabilidade no uso de recursos públicos.

O objetivo foi agir com prudência administrativa, sem comprometer o atendimento das atividades em andamento. Em momentos futuros, o cenário poderá ser reavaliado caso novas deliberações institucionais indiquem outra necessidade. Portanto, não existe nenhuma precarização das condições de trabalho dos servidores e servidoras, dado que não houve nenhuma alteração objetiva de tais condições.

A Diretoria reafirma o compromisso de zelar pelo bem-estar dos servidores do IFG Cidade de Goiás, bem como da qualidade formativa de seus alunos. A Direção-Geral reafirma ainda que suas decisões têm sido guiadas pelos princípios da impessoalidade, moralidade, eficiência, transparência e responsabilidade com a coisa pública.

Em respeito a esses princípios, a gestão comunicou os encaminhamentos adotados, apresentou fundamentos para suas decisões e manteve disposição ao diálogo com os colegiados e com a comunidade acadêmica.

Assim, não se trata de imposição isolada, mas de exercício das prerrogativas legítimas da gestão, orientado pelo interesse público e pela busca de melhoria das condições institucionais do campus.

No que se refere à destinação de parte das vagas de professores para o campo da tecnologia e da informática, a diretoria-geral informa que essa escolha foi pensada como estratégia institucional voltada ao fortalecimento de áreas consideradas promissoras para a realidade do campus e da região.

Essa destinação buscou atender a uma demanda multidisciplinar e criar condições futuras para novas ofertas e aplicações formativas ligadas ao desenvolvimento regional, demanda registrada em documentos institucionais e que nasceu da escuta das vontades do povo vilaboense.

É justamente nesse contexto que deve ser compreendido o esforço da diretoria em desenvolver o Plano de Oferta de Cursos e Vagas (POCV). O POCV é um instrumento institucional de planejamento e reorganização da oferta acadêmica, que serve para orientar a gestão da oferta de cursos e vagas, permitir cenários de expansão e reorganização da instituição, otimizar recursos e alinhar a atuação do campus às necessidades sociais, econômicas e tecnológicas da região. O próprio texto do POCV afirma que sua construção deve ocorrer de forma participativa, com base em estudos diagnósticos, análise da estrutura do campus e consulta à comunidade acadêmica e à comunidade externa.

Por isso, não existe qualquer risco de fechamento de curso de forma arbitrária e unilateral por parte da Diretoria. Em conclusão, não há autoritarismo da Diretoria quando ela convida os coletivos internos para discutir o futuro institucional do campus; há, ao contrário, abertura democrática para que essas decisões sejam amadurecidas coletivamente.

Por essa razão, a Direção considera desrespeitosas e inverídicas as interpretações que apresentem suas decisões como se fossem um gesto de fechamento autoritário.

Divergências são legítimas em qualquer instituição pública, mas elas precisam ocorrer com serenidade, responsabilidade e fidelidade aos fatos institucionais.

A gestão entende que leituras parciais ou distorcidas do processo prejudicam o diálogo, comprometem o bom andamento das atividades do campus e produzem desinformação junto à comunidade interna e externa.

A Direção-Geral agradece a seriedade e o apoio que a Reitoria tem oferecido à atual gestão neste momento de grande importância institucional. A Direção-Geral seguirá aberta ao diálogo e comprometida com a construção coletiva, com a transparência e com a defesa do interesse público, sempre em favor da comunidade vilaboense e regional, à qual também agradece pelo acolhimento dispensado ao IFG – Câmpus Cidade de Goiás.

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