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Distribuição de novas vagas para professores no IFG Câmpus Goiás gera incômodo e manifestações; reitoria diz que irá se reunir com direção na próxima semana

Decisões recentes da diretoria do Instituto Federal de Goiás (IFG – Câmpus Goiás) têm sido consideradas por estudantes, parte do corpo docente, artistas e outros segmentos da sociedade vilaboense como antidemocráticas. A medida também vem sendo interpretada como uma possível tentativa de enfraquecimento do curso de Artes Visuais da instituição.

O curso de Artes Visuais do IFG completou recentemente dez anos na cidade de Goiás e conta com nova turma de 20 alunos aprovados no último processo seletivo simplificado. Ao longo desse período, já formou artistas como Samuel Sá, cujo trabalho com máscaras ancestrais tem reconhecimento internacional.

De acordo com fontes ouvidas pela Rádio Nova Fogaréu, o impasse teve início após reunião entre o diretor-geral do IFG Câmpus Goiás, Stênio Gonçalves de Oliveira, e a reitoria do instituto, na qual foram definidas seis novas vagas para professores em concurso público na unidade.

Segundo essas fontes, a direção teria destinado as vagas para a área de informática. O principal ponto de crítica estaria no fato de que o curso de Artes Visuais, há alguns anos, é mantido com professores substitutos, aguardando a abertura de concurso para docentes efetivos.

“O diretor remanejou as vagas para outras áreas sem dialogar com o colegiado de Artes Visuais. Isso impacta diretamente no aumento da carga horária dos docentes do curso e pode comprometer a formação dos estudantes”, afirma uma das fontes.

Em protesto contra a decisão, foi realizado, na última segunda-feira, o Ato pela Defesa das Artes no IFG, no Mercado Municipal. A mobilização contou com apresentações culturais, incluindo participação do bloco Mulherada Comigo Ninguém Pode e uma roda de capoeira.

Procurado pela reportagem, o diretor Stênio Gonçalves de Oliveira não se manifestou até o fechamento desta matéria. Já a reitoria do IFG informou, em nota, que reafirma a autonomia administrativa dos câmpus e a confiança na gestão local.

A reitoria também informou que irá se reunir, na próxima semana, com integrantes da gestão do câmpus — incluindo direção-geral, chefias de departamento e coordenações de curso — com o objetivo de ampliar o diálogo interno.

Veja a nota da reitoria na íntegra:

O IFG havia desencadeado um processo de levantamento interno das demandas dos seus 14 câmpus por novos professores. A partir desse levantamento preliminar, foi definido o número de vagas a serem abertas para cada unidade.

As áreas dos futuros docentes foram definidas pelos próprios câmpus, após estudos internos para identificação das demandas mais urgentes, já que nenhuma unidade poderá ser contemplada com a totalidade das demandas apresentadas, em razão do número limitado de vagas disponibilizadas pelo MEC.

A reitora do IFG, professora Oneida Cristina Gomes Barcelos Irigon, reafirma a autonomia administrativa dos câmpus e assegura que a preocupação da Reitoria é com a eficiência acadêmica da instituição. Ela reitera a confiança na gestão do Câmpus Cidade de Goiás, na pessoa do diretor-geral, Stênio Gonçalves de Oliveira. E, para ampliar o diálogo interno, informa que irá se reunir com os integrantes da gestão do câmpus na próxima semana.

Fotos: Fernando Arkanjo

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