Notícias

Reformas do Museu de Arte Sacra da Boa Morte devem começar no primeiro semestre de 2027; acervo reúne cerca de 900 peças

Uma equipe de engenheiros está na cidade de Goiás nesta semana para realizar levantamentos técnicos que vão subsidiar o início das obras do projeto Rota da Fé – Peregrinando pelas Igrejas de Goiás, coordenado pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult). A iniciativa prevê a reforma do Museu de Arte Sacra da Boa Morte.

Além do museu, também serão contempladas pelo projeto — que tem investimento previsto de mais de R$ 15 milhões — as igrejas de Nossa Senhora do Rosário (em Buenolândia), Nossa Senhora do Carmo, Nossa Senhora d’Abadia e Santa Bárbara.

A previsão é que todas as igrejas estejam em processo de restauração até 2027, ano em que a cidade de Goiás celebra seus 300 anos. As obras devem começar ainda no segundo semestre deste ano, com intervenções iniciais no templo de Buenolândia. Já o início das reformas no Museu de Arte Sacra da Boa Morte está previsto para o primeiro semestre de 2027.

De acordo com a Secult, como o levantamento técnico ainda não foi concluído, não é possível definir, neste momento, as datas exatas de início e término das obras. No entanto, a pasta adianta que se trata de uma intervenção de grande porte.

O prédio que abriga o Museu de Arte Sacra da Boa Morte reúne mais de 900 itens, entre obras de arte sacra, objetos litúrgicos, peças em prataria e indumentárias religiosas. O acervo inclui ainda grande parte das obras do artista sacro Veiga Valle.

A propriedade e o acervo pertencem à Diocese de Goiás. Desde 2009, a gestão museológica está sob responsabilidade do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), que assumiu a função após a criação da autarquia, sucedendo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) na administração dos museus federais.

Ainda segundo a Secult, o projeto Rota da Fé também garantiu o tombamento provisório da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, reconhecida como o primeiro templo religioso do estado e um marco da formação histórica de Goiás. Com a medida, o edifício passa a contar com proteção integral enquanto tramita o processo de tombamento definitivo.

Foto: Kamilla Brandão

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *