Final de maio, na cidade de Goiás, é tempo de aproveitar a chegada do clima mais frio e curtir a calorosa programação de uma das tradições mais populares do município: a Festa de Santa Rita — ou apenas “Ritinha”, para os mais íntimos.
Neste ano, a celebração acontece entre os dias 22 e 31 de maio, na Paróquia Santa Rita de Cássia e também nas imediações da Praça Jornalista Goiás do Couto, a Praça do João Francisco.
Serão dez dias de intensa programação religiosa, com missas diárias e reza do terço a partir das 18h20, além de procissão e alvorada. Mas também haverá espaço para a confraternização e a diversão, com quermesse, leilões, encontro de violeiros e almoços festivos na tradicional Barraca da Amizade, instalada no pátio da paróquia.
Nos arredores da igreja, na região da Praça do João Francisco, serão montadas barraquinhas de petiscos, brinquedos e jogos. Como ocorre todos os anos, também será instalado um parque de diversões, ampliando as opções de entretenimento para as crianças.
Outra marca registrada da festa é a tradicional barraca de bingo na praça, além dos bares raiz localizados no entorno do local.
Uma tradição de mais de 60 anos
Realizada há mais de seis décadas, a Festa de Santa Rita tornou-se uma das celebrações mais populares do calendário festivo vilaboense. É praticamente a única grande festa da cidade concentrada inteiramente no Setor João Francisco, importante polo comercial do município.
Por sua relevância cultural, popularidade e longevidade, a festa foi reconhecida como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Município de Goiás. Há décadas, ela promove reencontros entre moradores de diferentes bairros e também entre ex-vilaboenses que retornam à cidade especialmente para participar da celebração.
Para muitos moradores, a “Ritinha” faz parte da memória afetiva da infância. É o caso do jornalista Higor Ferreira.
“Deixo de viajar para participar da Festa de Santa Rita. Para mim, é um momento de confraternização e de memória da minha família e do meu bairro, porque a celebração está nas minhas mais remotas lembranças de criança e faz parte de mim”, relata.
Morador da região do João Francisco, Higor cresceu acompanhando a participação da família na organização da festa.
“Meus familiares contam que a Festa de Santa Rita começou antes mesmo da construção da igreja atual e era realizada no fundo da casa do meu avô, Aguinelo Lourenço da Fonseca, em frente ao Dom Abel”, detalha.
Quem foi Santa Rita
Santa Rita de Cássia (1381–1457) foi uma religiosa italiana conhecida como a “Santa das Causas Impossíveis” e advogada dos casos desesperados. Sua vida foi marcada por sofrimentos intensos, incluindo um casamento difícil, a viuvez e a perda dos filhos, experiências superadas por meio da fé, do perdão e da oração.
Ela tornou-se monja agostiniana e ficou conhecida pelo ferimento na testa, associado aos estigmas de Cristo. Segundo a tradição católica, durante uma oração diante de um crucifixo, um espinho da coroa de Jesus atingiu sua fronte, causando uma chaga profunda.
Outro episódio marcante de sua história ocorreu próximo ao fim de sua vida, quando pediu que uma prima trouxesse uma rosa de seu antigo jardim, mesmo em pleno inverno. Ao chegar ao local coberto de neve, a mulher encontrou uma única rosa vermelha florescida, considerada até hoje um dos símbolos da santa.
Preparativos e mudanças no trânsito
Os preparativos para a festa já começaram. Na quinta-feira será realizada a sinalização das vias e, na sexta-feira, ocorrerá a instalação das tendas e estruturas da festa.
De acordo com a organização, algumas vias da região da Praça do João Francisco terão alterações no trânsito durante os dias de celebração. Entre as mudanças, trechos próximos à Secretaria Municipal de Saúde deixarão de operar em mão dupla para garantir mais segurança e melhor circulação do público.
Foto: Higor César



