Com a aproximação dos 300 anos da Cidade de Goiás, uma iniciativa que une história e tecnologia promete facilitar a localização de túmulos e preservar a memória do Cemitério Municipal São Miguel Arcanjo. A nova plataforma digital será lançada na próxima segunda-feira (2), Dia de Finados, às 9h45.
Criado no século XIX, há cerca de 215 anos, o Cemitério São Miguel é um dos mais antigos de Goiás. Nele estão sepultadas personalidades como Cora Coralina, Octto Marques e o ex-prefeito Abner Curado. Considerado um museu a céu aberto, o espaço reúne um importante patrimônio histórico, arquitetônico e simbólico de diferentes gerações da sociedade vilaboense.
Com o passar dos anos, parte dessa memória foi se perdendo, especialmente em jazigos cujas inscrições se tornaram ilegíveis. Para enfrentar esse problema, a Prefeitura de Goiás, por meio do DBMemorial, do Instituto BIOMA, implantou uma plataforma informatizada de geointeligência, que reúne 3.073 túmulos georreferenciados, acervo digital e integração a um sistema de informações geográficas (WebGIS).
A ferramenta poderá ser acessada pelo site da Prefeitura, em www.goias.go.gov.br, permitindo a consulta de informações sobre os sepultamentos e contribuindo para ações de preservação histórica, turismo e educação patrimonial.
Localização de túmulos por nome e QR Code
Uma das principais funcionalidades da plataforma será facilitar a localização de sepulturas. A maioria dos túmulos já foi cadastrada e identificada, e os jazigos estão recebendo códigos QR Code para acesso às informações digitais.
Na entrada do cemitério, também será instalado um totem de consulta, pelo qual os visitantes poderão pesquisar o nome de uma pessoa sepultada e identificar a localização do túmulo.
De acordo com o secretário executivo de Relações Institucionais da Prefeitura, Rodrigo Santana, o projeto envolveu aproximadamente um ano de pesquisas, levantamento de informações e reorganização da identificação dos jazigos.
Durante o trabalho, os túmulos e as quadras do cemitério foram renumerados para permitir a integração dos dados ao sistema digital.
População poderá colaborar com informações
A plataforma ainda está em fase de implantação e contará com a participação da comunidade para ampliar e aperfeiçoar seu banco de dados.
Os visitantes poderão fornecer informações complementares, contribuir com registros históricos e solicitar a correção de eventuais inconsistências.
“A população é convidada a ajudar na construção desta plataforma. Estamos realizando um trabalho de resgate da nossa história e memória. Por isso, criamos um espaço para que as pessoas possam colaborar com novos dados e apontar informações que precisem ser corrigidas”, explica Rodrigo Santana.
Além de facilitar a visitação e a localização de sepulturas, a iniciativa busca preservar a memória de pessoas e famílias que fizeram parte da história da Cidade de Goiás, transformando o acervo do Cemitério São Miguel em uma fonte digital de pesquisa para as futuras gerações.



