Respostas e transparência é o que busca a diarista Mariana Lemes, após o filho de 3 anos chegar com parte do cabelo danificado do CMEI Valéria Perillo. A escola explicou que o garoto foi encontrado debaixo da mesa cortando o próprio cabelo. Porém, a família acredita que a parte danificada tenha sido raspada e não cortada.
De acordo com a diarista, às 7h, o pai da criança levou a criança para creche com o cabelo normal e, por volta das 15h do mesmo dia, a diretora entrou em contato pedindo que Mariana fosse até à creche.
“Quando cheguei para buscá-lo, notei que uma grande parte do cabelo dele estava raspada no zero, algo que parece ter sido feito com uma máquina ou barbeador e não com uma simples tesoura”, conta Mariana.
Ainda segundo ela, a família pediu para que fossem verificadas as câmeras de segurança, que, segundo a escola, não estavam funcionando. “Diante dessa situação registramos boletim de ocorrência e procuramos a Secretaria Municipal de Educação. É muito triste isso, porque foi um objeto perigoso. Quero respostas e justiça”, diz.
A reportagem da Rádio Nova Fogaréu entrou em contato com a Secretaria de Educação. A pasta afirmou já ter ouvido o professor e, nesta terça-feira (10), tentou marcar uma reunião com a mãe da criança, que não pôde comparecer por motivos de trabalho.
“O aluno relatou que ele mesmo teria feito o corte, o que a família rebate com afirmações muito sérias. Já encaminhei o fato ocorrido à administração e à Assessoria Jurídica da Prefeitura, que está apurando o caso”, explicou a secretária de Educação, Flávia Souza.
A Nova Fogaréu também entrou em contato com a Delegacia da cidade de Goiás, que explicou que o caso está em andamento para oitiva de testemunhas e professores.



