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Patrimônio e tecnologia se unem no game “Goyaz: O Jogo do Patrimônio Cultural Vila-boense”

Tecnologia e patrimônio histórico são duas das paixões da professora do curso de Arquitetura da Universidade Federal de Goiás (UFG), Ariane Borges. E ela conseguiu unir essas duas áreas no game “Goyaz: O Jogo do Patrimônio Cultural Vila-boense”. Nele, moradores, visitantes e turistas poderão embarcar em uma aventura pela história, pelas belezas e pela cultura da cidade de Goiás sem sair do lugar.

O jogo, criado pela professora em parceria com uma equipe multidisciplinar formada por artistas visuais, músicos e programadores, foi contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB 2024) e está na fase final de testes com voluntários. A expectativa é que esteja totalmente disponível ao público, de forma gratuita, durante as comemorações dos 300 anos da cidade de Goiás.

“Um dos motivos para eu desenvolver este jogo foi que a cidade de Goiás me encanta muito, não apenas por sua arquitetura ou paisagem natural, mas também por sua cultura. E eu quis trazer parte disso tudo para uma perspectiva que dialoga mais com as novas gerações”, afirma.

Planejado com recursos de geonavegação e realidade aumentada, o game poderá ser utilizado em tablets e smartphones.

“Inicialmente, o jogador precisaria estar na cidade para jogar, mas, ao longo do processo de elaboração, conseguimos programá-lo para que também fosse possível acessá-lo à distância”, esclarece a professora.

No jogo, à medida que o participante “caminha” pelo Centro Histórico da cidade de Goiás, também interage com informações, personagens e curiosidades sobre o patrimônio cultural material e imaterial vilaboense.

Segundo a professora Ariane, os jogadores poderão explorar, inicialmente, 22 pontos do Centro Histórico. No extremo sul está o Museu das Bandeiras; ao norte, a Igreja Santa Bárbara, o Quilombo Alto Santana e o Chafariz da Carioca.

Além dos pontos turísticos, o game contempla a alma vilaboense ao abordar também a paisagem natural, a fauna, a arquitetura, a música, a literatura, as lendas, a gastronomia, entre outros elementos da cultura local.

A educadora ressalta que são mais de 90 itens com os quais os jogadores poderão interagir durante essa experiência imersiva.

“Esses itens foram escolhidos por meio de um sistema de entrevistas que realizei para o meu doutorado. Conversamos com 37 pessoas da cidade de Goiás e, a partir das respostas, identificamos os elementos culturais mais mencionados”, conta.

Interação

Apesar da empreitada no universo dos jogos digitais, Ariane se define como uma apreciadora dos tradicionais board games, os jogos de tabuleiro.

“Por causa dessa minha preferência, primeiro criamos o ‘Goyaz: O Jogo do Patrimônio Cultural Vila-boense’ em formato analógico e, depois, ele se tornou digital”, explica.

Segundo a professora, o jogo de tabuleiro dialoga com a versão digital, e a proposta vai além do entretenimento: tornar-se também uma ferramenta educativa.

“As escolas de outras cidades, por exemplo, poderão conhecer os elementos culturais da cidade de Goiás de forma viva e interativa, sem precisar sair de seus municípios”, conclui.

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