Um novo capítulo se abriu na discussão sobre o Plano de Oferta de Cursos e Vagas (POCV) do Instituto Federal de Goiás (IFG – Câmpus Cidade de Goiás). Após questionamentos apresentados ao Ministério Público Federal (MPF), o órgão não identificou ilegalidade no processo nem conduta irregular da Direção-Geral na condução dos trabalhos. Com isso, a direção informou que o plano seguirá os encaminhamentos institucionais.
A votação do POCV tem gerado impasse no instituto, sobretudo porque, entre as propostas aprovadas, está a suspensão da oferta de novas turmas do curso de Licenciatura em Artes Visuais.
Outra mudança aprovada envolve o Bacharelado em Cinema e Audiovisual. Atualmente com duração de quatro anos, o curso daria lugar ao Curso Superior de Tecnologia em Produção Audiovisual, em formato semipresencial e com duração de dois anos.
Durante o processo, diversos servidores do câmpus se manifestaram contrários aos procedimentos adotados na votação. Segundo o grupo, não houve paridade de votos: alguns servidores tinham direito a três votos, enquanto outros participantes tinham direito a apenas um. Diante disso, parte dos integrantes se recusou a votar.
Após o resultado, a comunidade estudantil chegou a realizar um dia de paralisação pacífica das atividades no câmpus. Em meio às manifestações, foi realizada uma reunião com a comunidade acadêmica, em formato de assembleia, com a presença da reitora do IFG, Oneida Cristina. Na ocasião, chegou-se ao acordo de realizar uma nova assembleia, com direito a votação, no segundo semestre.
Direção considera nova assembleia desnecessária
Após a manifestação do MPF, no entanto, a Direção-Geral explicou à Rádio Nova Fogaréu que não vê mais necessidade de realizar uma nova assembleia, por entender que os questionamentos relacionados a supostas ilegalidades na condução do POCV foram afastados pelo órgão.
“Diante da ausência de pontos a serem retocados no POCV, o que confirmou o caráter legal e legítimo dos trabalhos de reformulação de cursos e vagas, a retomada do POCV que estaria prevista para agosto não foi mais necessária”, explicou a direção.
Em nota, a Direção-Geral informou que o MPF analisou os questionamentos no âmbito da Notícia de Fato nº 1.18.000.001580/2026-18 e “não identificou ilegalidade no processo nem conduta irregular da Direção-Geral na condução dos trabalhos”.
Segundo a direção, a manifestação representa um esclarecimento institucional e permite que o POCV siga os trâmites internos e seja encaminhado às instâncias superiores competentes.
Entre as propostas aprovadas na etapa interna está a criação do Curso Superior de Tecnologia em Produção Audiovisual, em formato semipresencial, com encontros presenciais no período noturno. De acordo com a direção, a proposta recebeu 63% dos votos válidos.
Também foi aprovado, com 94,6% dos votos válidos, o Curso Superior de Tecnologia em Agrocomputação, com oferta noturna.
A direção avalia que a Agrocomputação dialoga com demandas relacionadas ao campo, à tecnologia, à inovação e ao desenvolvimento da agricultura familiar. Já a Produção Audiovisual, segundo a instituição, fortalece a vocação cultural, artística e criativa da Cidade de Goiás.
A criação efetiva dos cursos, entretanto, ainda depende dos trâmites institucionais do IFG, incluindo análise técnica, aprovação nas instâncias competentes e organização das condições necessárias para a oferta.
Coletivo contesta decisão de não realizar nova votação
A decisão da direção de não realizar uma nova assembleia desagradou integrantes do movimento contrário à forma como o processo foi conduzido. Segundo o coletivo, a denúncia apresentada ao MPF partiu de uma iniciativa individual e não representou o conjunto de estudantes, professores e colegiados que participaram das discussões e do acordo para uma nova votação.
O grupo argumenta ainda que a denúncia encaminhada ao Ministério Público Federal é anterior ao acordo firmado publicamente pela Direção-Geral diante da comunidade acadêmica.
“O parecer, portanto, não se refere ao contexto deste acordo, nem o invalida, uma vez que a instituição, exercendo sua autonomia e coletividade, chegou a uma solução diplomática que a direção se recusa a cumprir”, afirma o coletivo.
Para os representantes do movimento, portanto, a manifestação do MPF sobre a legalidade do procedimento não encerraria a discussão sobre o compromisso firmado posteriormente para a realização de uma nova assembleia.
Agora, os representantes do movimento afirmam que aguardam um posicionamento da Reitoria do IFG para decidir quais serão os próximos passos.
NOTA DA DIREÇÃO DO IFG – CÂMPUS CIDADE DE GOIÁS NA ÍNTEGRA
O IFG Câmpus Cidade de Goiás informa à comunidade vilaboense e regional que o Ministério Público Federal analisou questionamentos apresentados sobre o processo de construção do Plano de Oferta de Cursos e Vagas – POCV do câmpus, no âmbito da Notícia de Fato nº 1.18.000.001580/2026-18, e não identificou ilegalidade no processo nem conduta irregular da Direção-Geral na condução dos trabalhos.
A manifestação do MPF representa um importante esclarecimento institucional, pois confirma que os procedimentos adotados pela gestão local no processo do POCV não apresentaram elementos que caracterizassem irregularidade administrativa, ilegalidade ou violação à gestão democrática.
Com isso, o IFG – Câmpus Cidade de Goiás seguirá com os encaminhamentos institucionais do Plano, respeitando os trâmites internos e as instâncias superiores competentes. Como boa notícia para a população da Cidade de Goiás e dos municípios vizinhos, a etapa interna do POCV aprovou propostas de criação de novas ofertas formativas.
Entre elas, destacam-se o Curso Superior de Tecnologia em Produção Audiovisual, em formato semipresencial, com encontros presenciais no período noturno, aprovado com 63,0% dos votos válidos, e o Curso Superior de Tecnologia em Agrocomputação, também com oferta noturna, aprovado com 94,6% dos votos válidos. Essas propostas representam novas perspectivas para a educação pública, gratuita e de qualidade na região.
A Agrocomputação dialoga com as demandas das famílias do campo, da tecnologia, da inovação e do desenvolvimento da agricultura familiar. Já a Produção Audiovisual fortalece a vocação cultural, artística e criativa da Cidade de Goiás, reconhecida nacional e internacionalmente por seu patrimônio histórico, sua produção cultural e sua relevância no cenário audiovisual e artístico.
A Direção-Geral ressalta que a criação efetiva dos cursos ainda depende dos trâmites institucionais próprios do IFG, incluindo análise técnica, aprovação nas instâncias competentes e organização das condições necessárias de oferta.
No entanto, os resultados do POCV indicam um caminho promissor para o fortalecimento do câmpus e para a ampliação das oportunidades de formação para estudantes da Cidade de Goiás e região.
O IFG – Câmpus Cidade de Goiás reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência, a gestão democrática, o diálogo com a sociedade e a defesa da educação pública como instrumento de desenvolvimento social, cultural, científico e tecnológico.
Prof. Stênio Gonçalves de Oliveira
Diretor-Geral do IFG – Câmpus Cidade de Goiás



