Visitantes relatam dificuldades para adquirir ingressos ao chegarem ao museu sem dinheiro em espécie, já que não há opção de pagamento por cartão ou PIX na bilheteria
Embora o Museu Casa de Cora viva um momento de revitalização e maior fluxo de visitantes, uma queixa tem se tornado recorrente entre turistas: a impossibilidade de adquirir ingressos por cartão ou PIX. Atualmente, a bilheteria aceita exclusivamente pagamentos em dinheiro, o que tem gerado desconforto entre viajantes que chegam ao local sem portar valores em espécie. Muitos relatam frustração ao serem obrigados a sair em busca de caixas eletrônicos ou mudar planos de última hora.
A restrição tem causado insatisfação principalmente entre turistas que chegam sem dinheiro físico, confiando na comodidade dos métodos digitais de pagamento. Essa política surpreende visitantes despreparados, que veem o museu como um ponto essencial do turismo cultural, mas acabam desistindo da entrada por falta de opções. O problema já foi alvo de críticas de influenciadores digitais, que, apesar de elogiarem a visita e o acervo, apontam como curioso que, em tempos em que as pessoas quase não usam dinheiro em espécie, não seja possível pagar o bilhete de forma digital. “Adorei o museu, mas ter que caçar um caixa eletrônico para entrar? É um anacronismo total”, comentou um influenciador de viagens em post recente nas redes sociais, ecoando relatos semelhantes de outros visitantes.
A diretora-geral do museu, Marlene Velasco, explica que a restrição não decorre de desinteresse em modernizar o sistema, mas de dificuldades práticas e estruturais. “A internet aqui é muito lenta, com quedas constantes. Isso faz com que as maquininhas de cartão travem, gerando filas enormes. O turista, especialmente aquele com tempo limitado, acaba desistindo da visita”, relata.
O problema é agravado, segundo ela, pela equipe reduzida. O museu conta com apenas dois funcionários por turno, responsáveis por recepção, bilheteria, atendimento, orientação, venda de livros e souvenirs. “Não temos condições de destacar um colaborador exclusivamente para lidar com recebimentos digitais, conferir PIX, acompanhar retorno de sinal ou resolver problemas de conexão”, explica Marlene.
Segundo a diretora, houve casos em que pagamentos via PIX foram posteriormente cancelados pelo visitante, mesmo após a entrada ter sido liberada. “Com isso, decidimos suspender o PIX também. Como a cobrança das entradas é nossa única fonte de renda direta, não podemos assumir perdas”, enfatiza.
O museu aceita cartão somente para compras acima de R$ 100,00 na loja interna — política adotada porque essas transações são menos frequentes e oferecem mais margem para conferência manual caso haja instabilidade de sinal.
“Assim que tivermos uma solução de internet estável e viável, vamos ampliar as formas de pagamento. É do nosso interesse facilitar a vida do visitante”, afirma Marlene.
Enquanto o museu aguarda melhorias técnicas, a recomendação é que quem planeja visitar o espaço leve dinheiro em espécie para evitar contratempos.



