A música produzida em Goiás acaba de ganhar mais um reconhecimento internacional — e, mais uma vez, pelas mãos de uma de suas maiores representantes. A pianista Andréa Teixeira integra o álbum “Jornal de Modinhas: Inéditos”, que conquistou medalha de prata no Global Music Awards, premiação realizada na Califórnia (EUA) e considerada uma das mais relevantes no cenário independente da música mundial.
O trabalho premiado reúne músicos de diferentes países e propõe um resgate histórico de grande valor: trata-se do primeiro registro fonográfico de um conjunto de modinhas publicadas em Portugal no final do século XVIII, conectando tradição, pesquisa e interpretação contemporânea.
A participação de Andréa nesse projeto reforça uma marca constante em sua trajetória: a união entre excelência artística e profundidade acadêmica.
Mais do que uma pianista, Andréa Teixeira é uma musicista de múltiplas dimensões. Professora da Escola de Música e Artes Cênicas da Universidade Federal de Goiás (UFG), ela construiu, ao longo de mais de três décadas, uma carreira que transita entre o palco, a pesquisa e a formação cultural.
Detentora de mais de 18 prêmios nacionais e internacionais, a artista já se apresentou em alguns dos mais importantes palcos do mundo, como o Carnegie Hall, em Nova York, o Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa, além de espaços na China e no México.
Sua atuação vai além da performance: Andréa também é pesquisadora dedicada à música brasileira, à musicologia e às manifestações culturais do Cerrado, tendo desenvolvido projetos importantes como “Sons do Cerrado”, voltado à valorização da produção musical da região.
Essa trajetória consistente já havia sido reconhecida internacionalmente em 2021, quando foi eleita uma das personalidades da música no universo lusófono, em premiação que reuniu representantes de países de língua portuguesa.
Mas, se o mundo reconhece Andréa Teixeira, a cidade de Goiás também a sente como parte de sua própria construção cultural.
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