Um nome conhecido da cidade de Goiás conquistou um prêmio nacional importante voltado ao cinema. O longa-metragem da cineasta e atriz Dagmar Talga, “Mada e Bia”, foi o grande vencedor do Prêmio Margarida de Prata, um dos maiores prêmios do Cinema Brasileiro e parte da 55ª Edição dos Prêmios de Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
O longa-metragem com direção e roteiro de Dagmar Olmo Talga retrata a história de duas religiosas, Irmã Marie Madeleine Hausser (Mada) e Irmã Béatrice Kruch (Bia), francesas da Alsácia, que vivem no Brasil desde 1967 e são símbolos de resistência em tempos sombrios da ditadura militar brasileira.
O filme, que contou com participação especial da atriz Dira Paes, teve sua pré-estreia no 9º Festival Internacional Amazônida de Cinema de Fronteira (FIA CINEFRONT 2024), no Pará, e desde então já passou por mais de 40 festivais de cinema nacionais e internacionais.
Esta é a segunda vez que a cineasta Dagmar Talga recebe o Margarida de Prata. Em 2019, recebeu o prêmio pelo longa-metragem “O Voo da Primavera”, que recontava a luta pela terra, pelo território, pelo povo do campo, das águas e das florestas a partir da vida de Dom Tomás Balduino, que atuou como bispo na cidade de Goiás (GO) entre 1967 e 1998.
Ao longo de mais de seis décadas, importantes produções cinematográficas foram premiadas, como “Morte e Vida Severina”, de Zelito Viana; “A Queda”, de Ruy Guerra e Nelson Xavier; “Os Anos JK – Uma Trajetória Política”, de Silvio Tendler; “Em Nome da Razão”, de Helvécio Ratton; “Eles Não Usam Black-Tie”, de Leon Hirszman; “Central do Brasil”, de Walter Salles; “Frei Tito”, de Marlene França; “Bicho de Sete Cabeças”, de Laís Bodanzky; entre tantos outros.
Fotos: Luciney Martins/O São Paulo




