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Hospital São Pedro arrecada apenas R$ 900 dos R$ 500 mil necessários para negociar dívidas; prazo termina nesta quarta (21) e Prefeitura se manifesta

O Hospital de Caridade São Pedro de Alcântara, na Cidade de Goiás, enfrenta um momento decisivo em seus 200 anos de história. A instituição tem até esta quarta-feira (21) para conseguir R$ 500 mil, valor necessário para dar entrada em uma negociação de dívidas e tentar garantir a continuidade de suas atividades.

Para mobilizar a população, foi lançada uma vaquinha solidária. Entretanto, até o fechamento desta matéria, a campanha havia arrecadado apenas R$ 887, conforme o valor divulgado na plataforma Vakinha.

As contribuições podem ser feitas por meio do Pix 6367660@vakinha.com.br.

Segundo a diretora do hospital, Daniela Ruskaya, uma das principais dificuldades da instituição é a regularização de dívidas federais e trabalhistas, acumuladas ao longo de mais de 20 anos. Os débitos, acrescidos de juros, comprometeram a regularidade fiscal do hospital.

A situação também resultou no indeferimento do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (CEBAS), documento que garante benefícios tributários a instituições filantrópicas que atendem aos requisitos legais.

As dívidas somam aproximadamente R$ 15 milhões, mas, segundo a administração, existe a possibilidade de negociação mediante o pagamento de uma entrada de R$ 500 mil até 21 de outubro.

“Ou a gente organiza tudo agora, ou não conseguimos chegar até novembro. Tentamos esta verba através de emendas e doações. Mas este período eleitoral é o mais delicado para conseguirmos o recurso”, explica Daniela Ruskaya.

Hospital atende população de 46 municípios

Com dois séculos de história, o Hospital São Pedro de Alcântara é uma referência regional e atende uma população estimada em 430 mil habitantes, distribuídos por 46 municípios.

A instituição filantrópica recebe recursos da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás, da Secretaria Municipal de Saúde, do consórcio Cisriva e de convênios com os planos Caesan, Ipasgo e Unimed.

Apesar dessas fontes de receita, a diretora afirma que os recursos são insuficientes para cobrir as despesas mensais. Enquanto a arrecadação gira em torno de R$ 1,5 milhão por mês, os custos de funcionamento chegam a R$ 2 milhões, o que representa um déficit mensal aproximado de R$ 500 mil.

“Isso fora as despesas que são surpresas que complicam a gestão, como dívidas de gestões anteriores, por exemplo”, acrescenta a diretora.

Como ajudar

Quem deseja contribuir para a campanha de arrecadação pode fazer uma doação de qualquer valor utilizando a chave Pix:

6367660@vakinha.com.br

Com o prazo de negociação se encerrando nesta quarta-feira (21), a direção do hospital reforça a urgência da mobilização da comunidade para ajudar a preservar o funcionamento de uma instituição que há 200 anos presta serviços de saúde à população da Cidade de Goiás e de toda a região.

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