Com 200 anos de história, o Hospital de Caridade São Pedro D’Alcântara, que atende cerca de 430 mil habitantes em um raio que abrange 46 municípios da região, tem passado por um momento decisivo em sua trajetória e corre o risco de fechar suas portas.
Uma das maiores dificuldades do hospital filantrópico neste momento, de acordo com a diretora do hospital, Daniela Ruskaya, é negociar dívidas federais e trabalhistas. Tais encargos se acumularam ao longo de mais de 20 anos e geraram juros e negativaram certidões importantes para entidade.
Com as certidões negativas, o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (CEBAS) da instituição foi indeferido. O certificado é importante porque concede imunidade e isenção de tributos federais para organizações sem fins lucrativos que atuam nas áreas de saúde, assistência social ou educação.
As dívidas das certidões acumuladas somam em torno de R$ 15 milhões, porém, a administração pode negociar o valor, após o pagamento de uma entrada de R$500 mil até o dia 21 de outubro.
“Ou a gente organiza tudo agora, ou não conseguimos chegar até novembro. Tentamos esta verba através de emendas e doações. Mas este período eleitoral é o mais delicado para conseguirmos o recurso”, explica a diretora do hospital Daniela Ruskaya.
Para colaborar com a vaquinha solidária, há o PIX: 6367660@vakinha.com.br
Como o Hospital é mantido
O Hospital São Pedro é uma entidade filantrópica, que recebe mensalmente verbas vindas da Secretaria de Estado de Saúde (SES-GO), Secretaria Municipal de Saúde, convênio Cisriva e com os planos de saúde CAESAN, Ipasgo e Unimed.
Mesmo com os apoios, segundo a diretora do hospital, a situação financeira da instituição é apertada. Ela conta que as verbas recebidas totalizam uma receita de R$1,5 milhão, enquanto o gasto para manter o hospital gira em torno de R$2 milhões.
“Isso fora as despesas que são surpresas que complicam a gestão, como dívidas de gestões anteriores, por exemplo”, explica a diretora.



