A memória do acidente com o Césio-137, ocorrido em Goiânia em 1987, ocupa lugar de destaque na programação da 27ª edição do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica 2026). Nesta quinta-feira (18), o festival promove debates e exibições que revisitam o maior acidente radioativo da história ocorrido fora de uma usina nuclear, refletindo sobre seus impactos sociais, culturais e humanos.
Às 14h, no Pátio do Largo do Rosário, aconteceu o painel “Césio-137: A imagem que não ficou”. A atividade foi mediada pelo cineasta Benedito Ferreira, diretor do filme Algo do que Fica, e contou com a participação de Fernando Coimbra, diretor da série “Emergência Radioativa”, produção da Netflix que alcançou repercussão internacional ao retratar a tragédia goiana.
Também participaram da conversa Luiza Odet, vítima do acidente; a antropóloga Telma Camargo, que desenvolveu extensa pesquisa etnográfica sobre o tema; e o artista plástico Siron Franco, cuja obra tornou-se uma das mais importantes referências artísticas sobre o desastre nuclear.
A programação dedicada ao tema continua às 19h com a mostra especial “O Brilho que Ficou – Filmes sobre o Césio-137”, que reúne diferentes olhares sobre a tragédia e seus desdobramentos.
Serão exibidas as produções:
- “Lourdes e Leide”, documentário de Ângelo Lima;
- “Algo do que Fica”, ficção dirigida por Benedito Ferreira;
- “Dispersão”, videoperformance de Claudia Vincentini e Thiago Lemes;
- “O Dente do Dragão”, filme experimental de Rafael Parrode;
- “Rua 57, Número 60, Centro”, de Michael Valim.
Ao trazer o tema para o centro das discussões, o Fica reforça a importância da preservação da memória coletiva e do debate sobre os impactos ambientais, sociais e humanos provocados pelo acidente que marcou a história de Goiás e do Brasil.
Foto: Divulgação



