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Homem que invadiu procissão com carro pode pegar até 4 anos de prisão, segundo a polícia

A Semana Santa deste ano foi marcada por um episódio sério e preocupante. Na última sexta-feira (3), durante a Procissão do Senhor Morto, um motorista de 22 anos causou momentos de tumulto e pânico. Ao se deparar com um bloqueio policial na região da Avenida Beira Rio, o condutor foi abordado, mas conseguiu ultrapassar a barreira e invadiu a procissão em alta velocidade.

O motorista seguiu em direção ao cortejo até as imediações da Praça do Coreto e quase atingiu crianças que estavam vestidas de anjo. O professor doutor Rafael Lino, que estava próximo aos pequenos, tentou protegê-los e acabou caindo.

De acordo com a Polícia Militar (PM), após furar o bloqueio, o homem foi detido nas proximidades de sua residência, no Setor Tempo Novo. Ainda segundo a corporação, o condutor reagiu à prisão e precisou ser contido. Na ocasião, foi realizado o teste do bafômetro, que não constatou embriaguez ao volante.

Conforme a Polícia Civil, o homem foi liberado após o pagamento de fiança e responderá em liberdade pelos crimes de desobediência e direção perigosa, podendo pegar pena de até 4 anos de prisão.

Após o ocorrido, a Organização Vilaboense de Arte e Tradições (Ovat) e a Venerável Irmandade do Senhor Bom Jesus dos Passos, responsáveis pela procissão, divulgaram uma nota de repúdio. No documento, afirmam que todos os protocolos de prevenção foram adotados.

Segundo a nota, as instituições encaminharam, com antecedência, ofícios à Polícia Militar, ao Corpo de Bombeiros e às secretarias municipais de Trânsito e Turismo, detalhando rotas e solicitando medidas como o fechamento antecipado das vias, fiscalização de mesas e cadeiras nas calçadas e apoio de agentes de trânsito.

“Não podemos aceitar a justificativa de que houve controle total apenas porque o condutor foi detido após o perigo. A verdadeira segurança deveria ter impedido que ele chegasse até nossos fiéis e turistas. Uma gestão pública eficiente deve ter capacidade técnica e operacional para prever e impedir situações dessa natureza. Se uma barreira é facilmente rompida com tamanha imprudência, ela nunca foi uma barreira real”, diz trecho da nota.

Ainda segundo os organizadores, durante a procissão também foram registrados problemas com veículos estacionados e outros obstáculos no trajeto.

A reportagem da Rádio Nova Fogaréu conversou com o secretário municipal de Trânsito e Mobilidade Urbana, Fabrício Paiva. Ele afirmou que o serviço de sinalização e interdição de vias foi realizado conforme solicitado pela Ovat e que todo o aparato necessário foi disponibilizado durante as procissões.

“O efetivo à disposição dos eventos da Semana Santa foi maior do que no ano passado, e houve planejamento para que todas as celebrações religiosas fossem realizadas com segurança”, destacou o secretário.

Foto: Patrícia Mousinho

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