Os católicos recordam, com orações, silêncio e reflexões, nesta sexta-feira (3), a Paixão de Cristo. Não há missas, porém a programação é intensa, com dramatizações, procissões, Canto do Perdão, Via-Sacra e Adoração da Santa Cruz.
A programação da Sexta-Feira Santa na cidade começou às 5h, com a Via-Sacra, que teve início na Capela Nossa Senhora Aparecida, no Setor Aeroporto, seguindo até a Paróquia Santa Rita de Cássia.
Às 10h, ocorreu o Canto do Perdão Masculino, na Catedral de Sant’Ana e às 14h o Canto do Perdão Misto, no Santuário do Rosário. Ainda será realizado, às 18h, o Canto do Perdão Feminino, na Igreja São Francisco de Paula.
Às 15h, ocorre a Celebração da Paixão de Jesus Cristo e a Adoração da Santa Cruz, na Catedral de Sant’Ana, no Santuário do Rosário e na Paróquia Santa Rita de Cássia.
Outro destaque da programação acontece às 20h, no Chafariz de Cauda, com o Descendimento da Cruz. A cerimônia é uma teatralização em que o corpo de Cristo é retirado da cruz. Personagens vestidos a caráter representam Maria, mãe de Jesus; Maria de Cléofas; Maria Madalena; José de Arimateia; João Evangelista; Nicodemos; e a imponente guarda romana, que integram o Auto da Paixão.
Com texto de Elina Maria, os personagens rememoram a Paixão de Cristo. As músicas da teatralização são composições do monsenhor Pedro Ribeiro da Silva. A representação de Cristo é uma imagem esculpida em madeira, em tamanho natural, com cabelos naturais e braços articulados em couro de carneiro.
Após a retirada do corpo de Cristo da cruz, entregue a Maria, a imagem é colocada em um esquife (caixão), dando início à procissão do enterro, também conhecida como Procissão do Senhor Morto.
Conduzida pelos irmãos da Venerável Irmandade do Senhor Bom Jesus dos Passos, com suas vestimentas roxas, a procissão com o corpo de Jesus percorre as ruas do Centro Histórico de Goiás e termina na Catedral de Sant’Ana. A imagem de Nossa Senhora das Dores, esculpida por Veiga Valle, acompanha o cortejo, logo atrás do esquife.
De tempos em tempos, o silêncio da procissão é interrompido pelo som da matraca e pelo canto da Verônica, que, ao exibir aos fiéis a toalha com a qual enxugou o rosto de Jesus, é acompanhada pelas Héus, com seus lamentos.
Nos intervalos do canto da Verônica, a Banda do 1º BPM executa marchas fúnebres ao longo de todo o percurso, com destaque para a composição de Mestre Braz de Arruda, criada especialmente para a cerimônia.
Foto: Governo de Goiás



