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Blocos e afoxés ocupam as ruas da cidade neste carnaval. Tradicional Pilão de Prata traz como um dos homenageados Dom Tomás

O carnaval da cidade de Goiás terá blocos e afoxés na rua. Pelo menos 10 deles sairão nestes dias de folia. Nesta sexta-feira (13), primeiro dia de carnaval, já saiu  pela manhã, o Bloco Asas, da Escola Asas de Liberdade e às 16h, ganha as ruas, o Bloco da Alegria, cuja concentração será no Barracão da Associação Mocidade Independente do João Francisco, na Rua Manoel de Assis,  Setor Rio Vermelho. 

Na programação da folia, há ainda a chamada Confluência de Tambores, que acontece no sábado e na segunda. Neste evento, blocos saem de diversas regiões da cidade e se encontram na Praça do Coreto.

No sábado, sai, às 16h, o Afoxé Pilão de Prata, do Quilombo Alto Santa, às 17h, ganham as ruas:  Bloco do Caçador, do Largo da Carioca, Bloco Comuna Que Pariu, da Praça Zaqueu de Castro e Bloco Sambagô, da Praça do Chafariz.

Na segunda-feira,  mais três blocos ganham as ruas, a partir das 16h, o Bloco O Cras Está Aqui, sai do Mercado Municipal,  Bloco Ilù Ayò, da Praça do Capim, o Bloco Mulherada Comigo Ninguém Pode, da Praça do Chafariz, afoxé Omo Odé, da Santa Bárbara e o Bloco da Capoeiragem, da Praça Zaqueu de Castro.

Ancestralidade

A Confluência dos Tambores valoriza ainda a presença do afoxé, que é uma manifestação cultural afro-brasileira, que combina ritmo, dança e está ligado às religiões de matrizes africanas, como uma tradição da cidade de Goiás.

Um dos afoxés mais duradouros da cidade é Pilão de Prata, que já possui mais de uma década de atuação e tem como referência o Quilombo Alto Santa e a região da Santa Bárbara.

Este ano, o projeto que nasceu como ação educativa de valorização da cultura afro-brasileira irá homenagear os orixás Ogum, senhor das estradas, e LogunEdé, o príncipe do equilíbrio.

Outro homenageado será Dom Tomás Balduíno, por seu papel como bispo do povo, símbolo da justiça social e da defesa dos territórios tradicionais.

Outro afoxé que sairá nas ruas da cidade será o Omo Odé. Criado em Goiânia na década de 1990, por Pai João de Abuque e outras lideranças das religiões afro-brasileiras da capital. A partir de 2017, o grupo passou também a integrar o Carnaval da cidade de Goiás.

O cortejo tem como missão difundir e valorizar a presença e a força das religiões de matriz africana no estado por meio da música, dança, estética e religiosidade afro-brasileira.

Atualmente, o grupo está vinculado ao Ponto de Cultura Mestre Bimba e ao Ylê Asé Oju Odé, dirigido pela Yalorixá Maria Socorro Alves Rodrigues (Mãe Corrinha) e pelo Ogan Luís Lopes Machado (Mestre Luizinho).

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