Transportar a Avenida Beira Rio para um mundo onde o fantástico se torna realidade e a imaginação é o único limite. Essa é a aposta da Associação Mocidade Independente do João Francisco, a grande campeã do carnaval vilaboense de 2025, para manter o título neste ano.
Desta vez, a escola chegará com o samba-enredo intitulado “Mocidade no País das Maravilhas”. A inspiração vem de uma das obras mais célebres do gênero literário nonsense, “Alice no País das Maravilhas”, de Charles Lutwidge Dodgson, publicada em 1865 sob o pseudônimo de Lewis Carroll.
Mas, desta vez, quem conduzirá a história da menina que cai em uma toca de coelho e é transportada para um lugar fantástico, povoado por criaturas peculiares, na versão da escola, serão os carnavalescos Michele Botelho, Hugo Souza, Thiago Rodrigues e Murilo Ribeiro.
“A Mocidade embarcará em uma jornada fantástica em que a lógica é invertida e a imaginação é a única regra, com direito aos personagens Alice, Chapeleiro Maluco e Rainha de Copas, além de muitas surpresas que serão reveladas somente na avenida”, conta a carnavalesca e vice-presidente da escola, Michele Botelho.
Para contemplar a famosa história, a escola contará com 15 alas, 3 carros alegóricos e 2 tripés, e cerca de 600 pessoas participarão do desfile.
Envolvimento
Todo o cenário, figurino e adereços são confeccionados pela comunidade da Mocidade, que trabalha desde outubro para que tudo o que foi imaginado entre na avenida.
“Todos trabalham com muito amor pela escola, mesmo diante dos desafios que é colocá-la na avenida”, explica o presidente da Mocidade, Jurandir Reis, conhecido como Nego. Um dos integrantes mais antigos da escola, ele soma mais de 35 anos de dedicação à agremiação. “Eu não criei a escola, mas me considero um pai adotivo. Quando cheguei, a escola estava engatinhando, em seu terceiro ou quarto ano de carnaval”, recorda.
A paixão de Nego pela Mocidade é repassada por gerações de sua família. Michele Botelho, sua filha, ocupa diversas posições estratégicas na escola e, juntamente com o irmão Max, interpreta o samba-enredo.
“A escola é um amor antigo, ao qual eu realmente dou o meu sangue. A Mocidade acolhe a todos e vem crescendo a cada dia, atraindo mais pessoas para complementar a ‘família Mocidade’. Quem quiser fazer parte pode vir, porque a gente sempre arranja um jeito de englobar todo mundo”, completa Michele.
Foto: Mocidade



