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Atleta da cidade de Goiás conquista destaque em campeonato nacional de badminton paralímpico

O atleta paralímpico João Lucas França, de 17 anos, natural e residente na cidade de Goiás, conquistou o terceiro lugar na 5ª edição do Brasileiro de Jovens “Diego Mota” (Sub-23), competição nacional de badminton realizada no Rio de Janeiro, no Ginásio Poliesportivo do COTA, da Comissão de Desportos da Aeronáutica.

Mesmo com pouco tempo de prática na modalidade, João Lucas vem se consolidando como um dos jovens talentos do badminton paralímpico brasileiro. Nascido com má formação congênita no antebraço direito, ele iniciou sua trajetória no esporte paralímpico aos 14 anos, participando de diferentes modalidades até encontrar no badminton, em 2024, a área em que mais se identificou.

O contato com o badminton ocorreu por meio da ASPAEGO, associação que acolheu o atleta e passou a oferecer acompanhamento técnico e incentivo. Desde então, João Lucas tem dedicado tempo aos treinamentos e participado de diversas competições regionais e nacionais.

“Com isso, me interessei bastante pelo esporte e não parei mais” afirma.

O interesse definitivo pelo esporte veio no final de 2024, quando, incentivado pelo treinador Marcos, o jovem atleta teve a oportunidade de disputar as Paralimpíadas Escolares, em São Paulo. A experiência marcou um novo momento em sua carreira esportiva e reforçou o desejo de seguir na modalidade.

Em pouco mais de um ano competindo no badminton, João Lucas já soma oito pódios, com quatro medalhas de bronze, três de prata e uma de ouro, além do recente resultado expressivo no campeonato brasileiro.

A conquista no torneio nacional evidencia o potencial do atleta e coloca a cidade de Goiás em destaque no cenário esportivo paralímpico, reforçando a importância do incentivo ao esporte como instrumento de inclusão e desenvolvimento social.

A modalidade

O badminton paralímpico é o esporte de raquete mais rápido dos Jogos Paralímpicos, onde os jogadores competem em eventos de simples e duplas, golpeando uma peteca por cima da rede sem devolução para marcar pontos. Os jogadores podem surpreender os adversários com golpes precisos, dropshots, liftshots ou smashes.

O parabadminton é praticado por atletas com deficiência física. No entanto, também é praticado por atletas com deficiência intelectual e surdos.

A modalidade é disputada em uma quadra retangular e suas dimensões podem variar de acordo com as classes, utilizando-se as marcações de uma quadra oficial de badminton.

O jogo é disputado em melhor de 3 games de 21 pontos, vence quem ganhar 2 games. Para se fazer o ponto é necessário que a peteca toque o chão da quadra do adversário ou que ele cometa um erro, como jogar a peteca para fora da quadra. Muitas pessoas comparam o badminton/parabadminton ao xadrez, por exigir jogadas estratégicas e alto grau de concentração.

O esporte possui 6 divisões de classes: WH1 e WH2 – cadeirantes; SL3 e SL4 – andantes com comprometimento do(s) membro(s) inferior(es); SU5 – andante com comprometimento do(s) membro(s) superior(es); SH6 – baixa estatura.

Existem 5 formas de disputas: simples (individual) masculina/feminina, duplas masculina/feminina e dupla mista. Algumas duplas são formadas por atletas de classes diferentes, com exceção da SH6 que, oficialmente, não forma dupla com nenhuma outra classe.

Nas 3 classes mais baixas (maior comprometimento), os jogos de simples são disputados em meia-quadra.

As cadeiras de rodas têm rodas extras para equilíbrio ou até mesmo um encosto baixo para obter maior amplitude de movimento e realizar arremessos precisos. Todos os outros atletas jogam em quadra inteira.

A Federação Mundial de Badminton (BWF) é o órgão regulador mundial do badminton paralímpico.

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