Pais, alunos e defensores da educação do campo estão em mobilização contra o possível fechamento da Escola Municipal Olympia Angélica Lima, localizada no Assentamento São Carlos. A escola atende cerca de 55 estudantes, e a prefeitura da Cidade de Goiás avalia a medida como forma de redução de gastos.
Entre as várias ações de mobilização, uma reunião acontecerá nesta quinta-feira (18) na própria escola, com a presença de pais, alunos e defensores da continuidade do espaço educacional.
Um dos nomes ativos nesta manifestação é o da professora Elisandra Carneiro, do Curso de Licenciatura em Educação do Campo da Universidade Federal de Goiás (UFG). Segundo ela, a escola para a classe trabalhadora não deve se alinhar com métricas e números.
“Quando se fecha uma escola, não é só uma porta que se tranca; é um direito que estamos negando. No campo, a realidade ainda é mais sensível, porque a educação do campo é dever do Estado e compromisso com a comunidade, pois respeita o modo de vida, saberes e lutas de quem vive do trabalho rural”, argumenta Elisandra.
Procurado pela Rádio Nova Fogaréu, o prefeito Aderson Gouveia explicou que não há decisão final sobre o fechamento da escola, mas sim a abertura de um diálogo com a sociedade, visto que a instituição conta com um baixo número de alunos.
“Temos salas com apenas três estudantes, e em Colônia de Uvá há a escola Pingo de Gente, com prédio novo e a apenas 12 km do assentamento São Carlos. No entanto, nada está decidido; apenas iniciamos o diálogo, com muita responsabilidade, com as lideranças do assentamento sobre a realidade das escolas municipais”, explicou o prefeito.
Ainda segundo Aderson, a gestão municipal investiu 35% na educação, e um reordenamento da rede é possível quando não há condições de manutenção de uma escola em determinado local e existe ganho em outro. “Vamos tomar uma medida coerente, baseada em um estudo em andamento”, concluiu.



